domingo, 17 de agosto de 2008

Arxentina 3


CAMINITO

29-7-08 16:15



Temos días escuros, co ceo cheo de nubes e vai moito máis frío do que contaba.

Onte pisamos por fin as rúas de Bos Aires. Estaba unha mañá escura, con néboa e orballo.

Entramos polo barrio da Boca, onde puidemos ver algo da miseria urbana, nenos moi cativiños camiñando sós, malvestidos, baixo as pontes da autopista, xente vivindo alí, baixo esas pontes, na pobreza extrema...
Tamén vimos os enormes silos onde os camións cargan decote a area que sacan de dragar o Río da Plata para que sexa navegable, e que logo serve para a construcción.

Estacionamos xunto ao Riachuelo, preto da "Vuelta de Boca" e camiñamos ata Caminito, unha das rúas máis turísticas de Bos Aires, polas súas casas de vivas cores.




De camiño soubemos da existencia do pintor, nacido na Boca, Benito Quinquela Martín. artífice de Caminito.


As casas desta rúa museo, antiga vía do tren construída no cauce dun regueiro que desembocaba no Riachuelo, están feitas á maneira dos conventillos tradicionais dos emigrantes, con madeira e coas chapas de cinc que os barcos ingleses, que viñan buscar cargamentos de carne ao porto de Bos Aires, traían como lastre. Unha vez no porto descargaban as chapas, que eran aproveitábaas como material de construcción. Despois de colocalas pintábanas con restos de pintura dos barcos, ata onde chegaba, un anaco de cada color, infinidade de cores que compoñen un arco iris de casas e tamén, na actualidade, un arco iris de razas da xente de todo o mundo que visita este lugar tan peculiar.


Na rúa hai multitude de postos de venta de debuxos, óleos, acuarelas, etc...con motivos da mesma rúa ou relacionados co tango ou o obelisco.

Lembro o xesto de ter os pés xeados dunha bailarina de tango, coas súas sandalias de tacón alto e medias de malla, no medio da friaxe e a humidade da mañá neboenta do inverno porteño, a carón do río.

Tamén lembro as beirarrúas tradicionais, elevadas para poder andar nos días en que se asolagan as rúas coas choivas e as "crecidas" do río.

Entramos nunha tenda para mercar algúns agasallos do excelente coiro arxentino e contemplamos entre os estantes os cintos dos gauchos, adornados con moedas de prata, as boleadoras de coiro rematadas en tres bolas de madeira dura cubertas de coiro, as botas, as espuelas, os ponchos...

"Cuenta la leyenda, que el espiritu malo hacia enfermar a los indios de la tribu, el espiritu bueno queria castigarlo y como no podia alcanzarlo tomo tres estrellas (las tres Marias) las unio con un pelo de su barba y las arrojo, enrredandolas en las piernas del espiritu malo, de este modo los indios aprendieron a confeccionar boleadoras"

6 comentarios:

Antón de Muros dijo...
Este comentario ha sido eliminado por el autor.
Antón de Muros dijo...

Cuspe:

Gustame moito o teu xeito de contar as cousas.

Terías que escribir un libro.

Saúdos dende o inverno.

Antón.

Cuspedepita dijo...

Paréceche que sería capaz, Antón ? :-)))
Biquiños desde un verán choviñento.

Zeltia dijo...

Tus apuntes del viaje son muy interesantes, eh, me encanta enterarme del por qué de las cosas. cuando viajo, poquito cerca y de vez en cuando, mi conversación está repleta de por qués que incluso los que viven en el pueblo o ciudad a veces no saben contestar. tu me contestas a los por qués sin que me surjan, puesto que es una ciudad desconocida para mi.
me gusta, me gusta me gusta. no es coba.
bicos y espero por maaaaaaaaaaaaaas
(la cagaste, ahora tienes aquí una insaciable)

Antunes Ferreira dijo...

LISBOA - PORTUGAL

Nota Previa

Si lo quieres, puedo escribirte en castellano. Lo he aprendido cuando niño, tenía como 5/6 años. Mis padres eran aficionados logos por los toros y yo me quedaba en casa de Amigos de ellos: los Peralta, los Herrera, los Domecq (de los cognacs) y otros. Así que hablo y escribo más o menos…
El gallego lo entiendo perfecto pero no lo se escribir.

¡Me encanta España! ¡Y a mi mujer también! Hace cuatro días estuvimos en Córdoba, durante cinco días. ¡Hacía un calor, coño! Por la tarde, como unos 44/45º y por la noche, 34/35. ¡Vaya! Sin embargo, no pasó nada. Gente estupenda, incluso hemos caminado durante casi una hora y media por Medina Azahara. ¡Una maravilla!
Es un privilegio tener Amiga(o)s desde España.
Si lo aceptas, seguiré escribiéndote en mi idioma, lo de Camões, Eça de Queiroz, Fernando Pessoa y Saramago, por supuesto. Es que «de mi lengua se ve el mar», como dijo Virgilio Ferreira. ¿Vale?

Mas, para os primos/irmãos galegos (guja língua do mesmo do que a Portuguesa, pois provêm do galaico-duriense) o Português é fácil...

Olá!

Cheguei a este blogue através de outros que costumo visitar e neles postar comentários. Cheguei, vi e… gostei. Está bem feito, está comunicativo, está agradável, está bonito – e está bem escrito. Esta é uma deformação profissional de um jornalista e dizem que escritor a caminho dos 67…, mas que continua bem-disposto, alegre, piadista, gozão, e – vivo.

Só uma anotaçãozinha: Durante 16 anos trabalhei no Diário de Notícias, o mais importante de Portugal, onde cheguei a Chefe da Redacção – sem motivo justificativo… pelo menos que eu desse com isso… E acabo de publicar – vejam lá para o que me deu a «provecta» idade… - o me(a)u primeiro livro de ficção «Morte na Picada», contos da guerra colonial em Angola (1966/68) em que bem contra vontade, infelizmente participei como oficial miliciano.

Muito prazer me darás se quiseres visitar o meu blogue e nele deixar comentários. E enviar-me colaboração. Basta um imeile / imilio (criações minhas e preciosas…) e já está. E se o quiseres divulgar a Amiga(o)s, ainda melhor. Tanto o blogue, como o imeile, tá? Muito obrigado

www.travessadoferreira.blogspot.com
ferreihenrique@gmail.com

Estou a implementar e desenvolver o projecto que tenho para o meu www.travessadoferreira.blogspot.com e que é conferir ao meu/vosso/NOSSO blogue a característica de PONTO DE ENCONTRO entre os Países fraternalmente ligados – Portugal e Brasil. No que estou, pela minha parte, a desenvolver todas as diligências que, naturalmente, me forem possíveis.
E, naturalmente também, para poder enviar-te «coisas» que ache interessantes. Se, porém, não as quiseres, diz-me que eu paro logo. Sou muito bem-mandado (a minha mulher que o diga…) e muito obediente (cf. parênteses anterior).
Já solicitei a colaboração da Embaixada de Portugal em Brasília, que tem à frente dela um diplomata fora de série, o meu querido Amigo, Dr. Francisco Seixas da Costa e na qual se integram mis dois bons Amigos de longos nos: o Adriano Jordão e o Carlos Fino. Seixas da Costa criou um blogue magnífico Embaixada de Portugal no Brasil, www.embaixada-portugal-brasil.blogspot.com, que vos recomendo vivamente visitar. Tem tudo sobre as relações entre as duas Nações. E já fiz o mesmo aqui em Lisboa. Espero receber resposta da Embaixada brasileira.
Este é um desejo que já ultrapassa a simples intenção. Felizmente, neste momento possui muitos comparticipantes – como desejo que seja o teu caso. Mas, com o empenhamento, a ajuda, o entusiasmo e a alegria que tenho encontrado – iremos longe. A internet (apesar dos aspectos negativos que ainda apresenta) tem uma força incomensurável e desenvolvimento tecnológico que se actualiza dia a dia.
Abrações e queijinhos, convenientemente repartidos e distribuídos

PS 1 – Quando navegarmos em velocidade de cruzeiro, quero alargar o Travessa aos outros PALOP. Que achas?
PS 2 – Desculpa por este comentário ser tão comprido e chato. Como a espada do D. Afonso Henriques…
PS 3 - Já conheces o me(a)u «Morte na Picada»? Há quem diga que é muito bom. E até que é o melhor que se escreveu em Portugal sobre o tema. Dizem… Obviamente que não sou eu a dizê-lo… Só faltava… E também há quem tenha escrito que sendo contos da guerra colonial em Angola 66/68 (em que infelizmente e contra vontade participei), é SANGUE & SEXO… Malandrecos… Depois de leres, se, por singular acaso, tiveres gostado dele, terás de comprar muitíssimos mais exemplares. São excelentes prendas de aniversários, casamentos, divórcios, baptizados, e datas como Natais, Carnavais, Anos Novos, Páscoas, Pentecostes, vinte e cincos de Abris, cincos de Outubro, dezes de Junhos. Até para funerais. Oferecer o «Morte» na morte fica bem em qualquer velório que se preze. E, além disso, recomenda-o, publicita-o, propagandeia-o, impinge-o aos Amigos, conhecidos, desconhecidos & outros, SARL. Os euros estão tão raros e... caros...
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A editora da obra é a Via Occidentalis (occidentalis@netcabo.pt) cujo site é www.via-occidentalis.blogs.sapo.pt. Neste blogue podem ser consultados mais dados sobre o livro, cujo preço de capa é € 14,70. ATENÇÃO: Pode ser comprado pela Internet.
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NOTA IMPORTANTE: Este texto de apreciação e informação é similar em todos os casos em que o utilizo. Digo isto, para quem não surjam dúvidas ou suspeitas sobre a repetição em diferentes blogues. E para que ninguém se sinta ludibriado – ou ofendido… Há feitios que… Mas, sublinho, apenas o uso quando o entendo, isto é, quando gosto mesmo dos que visito. Nos outros onde também vou, se não gosto, saio sem comentários. Há muitos mais. Aqui na terrinha diz-se que «se não gostas, põe na beirinha do prato»…
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Muito obrigado pela tua visita ao Travessa e pelas palavras que ali escreveste;

Não coneço a Argentina - mas quero lá ir com minha mulher Raquel. Ela é reformada da TAP e, assim, conseguimos bilhetes quse grátis. Por isso não me posso divorciar...

Chousa da Alcandra dijo...

Suscribo (e xa cho tiña dito antes) as palabras de Antón; que tamén veñen a corroborar o que di Zeltia: estructuras moi ben o que contas e contas moi ben o que dis.
Non sei se nos levaches a nós a Bos Aires ou estás traendo Bos Aires a nós. Sexa como fose...sigo atentiño.

Chuchos con choiva de agosto de Antas...